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Sob o tema "A balança do intelecto", a proposta é pensar activamente para tomar posições, ou não, mas conscientemente.

Discernir é a palavra de ordem



Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012

A vida

Vivemos numa aparente perenidade de vida, sem enxergar a inevitável perenidade da morte - Posted using BlogPress from my iPhone

Sexta-feira, 5 de Agosto de 2011

Ser aceite


Querer ser aceite...eis a razão!
Essa vontade lavrada na alma
Que Impulsiona a emoção
Acções que tomam o todo
E que estimulam
Como uma concha que se abre,
Se despe e se fragiliza,
Mas que enxerga mais
E no entanto tudo não passa de uma ilusão
Estarei eu preparado
Para realmente me aprofundar
Nos olhos dessa aceitação?



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Location:Sao Paulo

Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011

A Cidade de São Paulo



Alegria que brota do ser
Poluição com cheiro de árvores
Pássaros que encantam o ruído
Dos inúmeros seres que passam

Gente diferente, gente igual
Contrastes súbitos e improviso
Cultivam o jeito de mordomo
E do sorriso de menino

Élan, moda e gabarito
Glamour, leveza e cultura
Perdido de tantas mentes
Outras porém, de notável estrutura

Costela portuguesa,
Ou melhor, italiana
Muitas coisas me identificam
Nesta cidade cheia de trama

Aqui sou como um turista,
Como concha a desabrochar
Burilando o meu jardim
E contando sempre cá voltar

Domingo, 10 de Julho de 2011

Conhecimento Adquirido VS Conhecimento Assimilado


"Penso, logo existo"
Todos percebem, mas se será que compreendem?
Por observação, sou da opinião existem dois tipos de conhecimento. 
O conhecimento adquirido e o conhecimento assimilado.
O primeiro é intelectivo, o segundo experimental.


Perceber é fácil e quase todos percebem. Afinal basta interpretar o sentido das palavras, e imaginar uma aplicação real.
Mas experimentar aquilo que as palavras encerram, aí é outra história.
Por exemplo, algumas frases,  podem ser encontradas em muitas mensagens de facebook, atribuídas ao mais mediático pensador e cientista do séc. XX, Albert Einstein. 


"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original"


"Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor"


"Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me é revelada"


É o "Caiu-me a ficha"...a experiência que ficou assimilada. Poderíamos chamar-lhe Sabedoria.

Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

Um dia Especial


Hoje foi um dia daqueles...
Dias que ficam cinzelados no tempo,
Qual chama fria e extinta que continua a encandear.

Foi a celebração dos 100º aniversário do Instituto dos Pupilos do Exército (IPE).
Minha casa durante tanto tempo.

Momentos inesquecíveis que me fizeram escrever.
Rostos conhecidos que me fizeram recordar.
Palavras esquecidas no âmago do ser.
Mas sempre aquele reencontro
Aquele afago,
De quem tanto partilhou
E de quem tanto viveu
Após a cerimónia dei comigo a rabiscar:

Momentos de vida,
Momentos de prazer,
Que me acalentam a alma,
E o jeito de ser.

Num emaranhado em surdina
Fecundamos o nós
Sempre reflexo de vós
Mas também do ter.

Ai de mim, que aqui ando,
Ando e ando, sem temer
Mas sentindo sempre aquele
Aquele subtil perecer

Não sei o que somos
Nem para onde vamos
Apenas sinto o despojar
De um jarro sem ramos

Da honra e de glória
Todos somos feitos
É só uma questão de recordar 
"Todos somos feitos"

Mas do orgulho e da glória
Se enche o Homem enraizado
Quase sempre sem perceber
O leito do lago.

Sábado, 26 de Fevereiro de 2011

A voz e a vida

Ouvi dizer...

Ouvi dizer coisas,
Que mereciam estar esculpidas na pedra
Deviam ser lidas, relidas e estudadas
Mas que ninguém quis ouvir, porque foram ditas
Com uma voz aguda e cortante

Ouvi dizer coisas,
Que poderiam ir directas para o lixo,
Apenas fruto da imaginação e do ego
Mas que todos querem ouvir, mais um pouco
Porque foram ditas com uma voz grave e reverberante

A ti, que cuja voz tens mais grave, toma cuidado
Para que a confiança que tens desde pequeno, por muitos te quererem escutar
Não te gere a arrogância de puderes julgar tudo e todos
Numa auto-confiança desmesurada, que te atravanca o crescimento

E a ti, que cuja voz tens mais aguda, trata
De fazer mais pausas entre as palavras
Proporcionais ao quanto agudo fales,
Para que possas transmitir o que pretendes
Sem ser penalizado por um timbre
Que ao magoar o ouvido
Impossibilita a tua voz

Para todos, deixo este maravilhoso video



Segunda-feira, 18 de Outubro de 2010

O Mundo e Eu


Quando era criança, pensava que eu era o centro do mundo.
Era como se girasse tudo à minha volta.

Mais tarde, na adolescência, percebi que era somente uma pequeníssima parte desse mundo, como um pequeno grão isolado numa praia imensa.

Hoje, sinto-me de volta às origens.
Não da mesma forma.
Aprendi que o mundo e a percepção do mundo são a mesma coisa.
E se sou eu, quem gera a percepção, então eu crio o meu mundo... e assim voltei para o centro.
Espero que a minha percepção vá evoluindo.
Até lá regozijo-me no filme "A vida é bela", talvez o meu favorito, que exemplifica tão bem esta realidade.

Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010

Tomar uma decisão!

As decisões que a vida nos coloca sempre acarretam uma grande imprevisibilidade. Não fossemos nós mortais... e andarmos na influência do ciclo da vida.
Um novo trabalho, a mesma relação, outro carro, a família de sempre, o caminho do trabalho para casa ou qualquer outra façanha.
Em boa verdade, decidimos numa mistura de emoções, experiência pessoal acumulada, projecções futuras, medos e desejos e conjecturas mentais.
O problema é: na salada russa anterior, perdemos a perspectiva e a relatividade.
E paradoxalmente acabamos a dar demasiada importância a coisas que no fundo não nos dizem nada e uma miséria a coisas que são uma parte fundamental.

Qual é a melhor decisão?
Nem sempre a decisão consensual é a melhor decisão,  nem sempre a decisão lógica é a melhor decisão.
Mas melhor em relação a quê? Caímos na falácia que está num dos posts abaixo.
Comparar revela ignorância e discriminação.
Não sabemos.... apenas decidimos e a partir daí..."seja o que deus quiser", ou tentamos fazer o melhor que pudermos.

Aquilo que hoje nos parece bom, pode ser mau no futuro e voltar a ser bom num futuro mais longínquo, e vice-versa. É tudo uma questão de perspectiva.

O que quero partilhar na delicadeza e complexidade deste tema, é um conjunto de questões que sendo simples, derrubam as barreiras criadas por aquela salada que também é portuguesa.

A primeira é decidir com a morte ao seu lado.
Sim a própria morte.
Imaginar-se no leito de morte. Olhar para trás. Fazer uma análise do que se gostaria de ter feito. Encaixar isso com o momento presente.
Perceber que o tempo de vida é uma soma algébrica de dias, sendo que não sabemos a quantidade mas a cada dia estamos numa contagem decrescente.
Perante a morte fica mais fácil separar o que é trigo do que é joio.
E o que parecia uma decisão desfasada de toda a lógica, ela torna-se cristalina.
Tudo é uma questão de prioridade, e a morte é mestra para nos mostrar o caminho!

A segunda é uma análise de sensibilidade.
A análise de sensibilidade é um termo que designa um tipo de análise em gestão, em que se faz variar determinadas variáveis de um modelo para ver como se comporta o modelo por inteiro.
É muito usada por exemplo em projectos de investimento.
Mas que pode ser aplicada neste contexto.

Imagine que o dinheiro deixou de ser uma restrição.
Simplesmente ganhou tanto dinheiro que lhe permite retirar essa variável da sua vida.
Dinheiro para si não é problema. Não precisa trabalhar, pode fazer aquilo que quiser.
Veja bem isso!

Pergunto: o que iria fazer da vida?
Não pergunto se iria comprar isto ou aquilo. A maioria compraria pelo menos carro e casa nova e faria umas valentes férias. A questão é o que faria realmente...depois disso.
O que faria para o resto dos seus dias?
A resposta a essa pergunta pode ser fascinante.
Pode ser que alguém conclua que se dedicava à pintura, ou à música. Ou a algum projecto filantrópico.
O interessante aqui é saber aquilo que realmente gosta, o que em realidade é difícil.
Saber o que não se quer é já um bom rumo.

E quem sabe pode ajudá-lo a tomar a decisão de mudar a vida. É que mesmo sem aquela quantidade de dinheiro, será um milionário pois dedica-se àquilo que faria precisamente se o fosse....e há coisas que não têm preço.

Se neste exercício não identificar uma linha condutora naquilo que realmente faria, então é porque ainda não sabe aquilo que verdadeiramente o realiza. E saber isso...também já é saber muito.
Espero que ajude!

Como alguém disse: "Não faças demasiados planos para a vida, pois podes estragar os planos que a vida tinha para ti"

Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010

A minha terra...


É a primeira hora da manhã. A luz ainda se espreguiça terminando uma noite longa, fria e estrelada. O meu olhar abre-se e foca as primeiras imagens, no caso, o tecto com ripas de madeira à moda antiga. Estou numa longínqua e remota aldeia transmontana, a minha terra...
Aqui o silêncio é ensurdecedor, apenas adornado pelo discreto som do vento a roçar nas folhas, como que a imitar o mar, e interrompido pelo som melodioso, ritmado e afável do sino da igreja matriz.
Ah o sino! Nada me faz sentir mais em casa do que o som daquele sino! Ao mesmo tempo reporta-me para o passado de outros tempos, onde o religioso era dono e senhor da vida dos humildes aldeões destas terras. O sino era o  maior instrumento do poder.  Ditava as horas, numa época em que praticamente não havia relógios*. Indicava a altura para se reunirem para as tradicionais missas e depois o início formal das mesmas. E aclamava para a reunião do povo, quer para informar da morte de algum vizinho, quer para a união de esforços no socorro a um incêndio e para muitas vicissitudes do trivial diário.
De volta ao meu acordar, faço uma inspiração profunda, e reconheço-me novamente em casa, pela frieza e pela pureza do ar que respiro. Lá fora já se ouvem os  passarinhos que me dão uma sensação única de conforto**, e os galos que cantariam prematuramente face ao sol, mas que sinalizam um bom amanhecer em aldeia.
Levanto-me e parto à descoberta das histórias escondidas pelo passar dos anos e pelas raízes de grande parte dos nós, Portugueses.
Este texto é um início de um texto maior sobre as coisas esquecidas das aldeias de antigamente, e os saberes perdidos pela corrosão do tempo.


Abraços

* Aos primeiros 15 minutos, dá uma batida, à meia hora, dá 2, aos 45 minutos de uma hora dá 3, ao completar a hora, dá quatro, seguido de outro sino que reproduz as batidas correspondentes à hora, 10 batimentos são as 10h.

**  Talvez seja um remanescente do tempo em que vivíamos no paraíso ;D

Terça-feira, 11 de Maio de 2010

O que seria de mim, sem ti!

No domingo tive o privilégio de estar num curso de escrita com a Raquel Ochoa, na "Escrever Escrever"
Foi extraordinário!
Como primeiro exercício de escrita, saiu o seguinte texto:

O que seria de mim, sem ti!
Exclamou outra vez, ecoando no interior do seu próprio corpo.
O que seria de mim, sem ti!
Mergulhado em pensamentos e reflexão, estava este velho de cabelo louro-acastanhado, com tons negros e ruivos. A pele morena e clara do rosto, não esconde algumas expressões de experiências duras de vida, como os sulcos da terra lavrada.
O nome dele pode ser qualquer um, mas chamemos-lhe Ti.
Ti vive no agora e no presente, e sempre foi assim, sempre viveu, em todas as épocas e lugares.
Tanto vestiu roupa de ardina, como de aristocrata, de Rei e de Rainha, de mendigo e de benfeitor.
Mas a sua inquietação, essa sempre foi a mesma.
O que seria de Ti, sem mim!

Beijos e Abraços

Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

Eu cá sou bom...


Há uma música dos Xutos chamada, "sou bom..."
E é dessa forma que muitas vezes as pessoas se propõem exprimir-se, manifestar-se.
Querem ser boas, não interessa o quê, nem no quê, querem ser boas, simplesmente.
Mas pensemos, bom, em que medida? Em que escala?
Apenas consigo ser bom, comparativamente a algo ou alguém menos bom.
Então na realidade, este posicionamento é meramente uma auto-afirmação, provavelmente causada por baixa auto-estima.
Por outro lado, comparar alguma coisa ou algo revela-se uma falácia, porque cada coisa ou pessoa tem idiossincrasias diferentes, timings de vida diferentes, empatias distintas que o posicionam de forma diferente na sociedade, história familiar, contextos variados, perspectivas e milhares de pequenos e importantes detalhes. A comparação, em justiça, não é possível.
Comparar revela ignorância e discriminação.
Seria melhor posicionarmo-nos em fazer um bom trabalho, porque o bom trabalho está mais ligado à nossa prestação em sociedade, ao nosso contributo.
Mas e bom trabalho em relação a quê?
Em relação à sua eficácia relativamente aos objectivos propostos.
É a troca do sou bom, pelo faço bem.
Faço bem, não porque sou bom, mas porque faço bem.

Terça-feira, 6 de Abril de 2010

Liderança!!!


Fala-se muito de liderança!
Mas o que é ser um Líder?

Há quem diga que é ser proactivo.
Ou reservado, como que ocultando o seu verdadeiro potencial.

Há quem diga que é pela força interior, o que quer que isso seja.
Ou pela franqueza de assumir as próprias fragilidades.

Há quem diga que é pela assertividade.
Ou pela flexibilidade de comportamento.

Após alguma refexão, para mim ficou claro.

Para ser líder não é preciso nada, apenas dar o exemplo.